sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


Nenhuma sabedoria, nenhuma explicação, nenhuma maturidade intelectual nos livra do sofrimento provocado pela ruptura de um vínculo amoroso.
Pois o que dói não é só a perda do objeto de amor: lamentamos o aborto de um projeto, a renúncia de um sonho. Choramos, acima de tudo, a dor da ferida narcísica, o espelho partido, que já não nos devolve a imagem como gostamos de nos ver refletidos.
Não agüentamos sentir a diferença instalada no olhar do parceiro – que antes confirmava o afeto, reafirmando a Vida; e agora congela a distância, condenando à Morte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário